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Análise de Negócios

Bem, para iniciar nossa breve conversa sobre análise de negócios é bom esclarecer que ainda que alguns achem que se trata de uma nova disciplina, talvez por se falar tanto nestes últimos anos sobre o assunto, posso afirmar para você que análise de negócios não tem nada de novo. Além disso, há vários profissionais no mercado que fazem análise de negócios e não sabem que o fazem! Isso nos leva a seguinte realidade – existe uma tremenda confusão sobre o que realmente significa análise de negócios.

Vamos ao que interessa. Como então podemos definir essa macro-disciplina?

 

A Definição

Podemos defini-la como um conjunto de técnicas e ferramentas que permitem profissionais aumentar a eficiência do negócio ou da organização, aproveitando as oportunidades que surgem e solucionando problemas que impedem a mesma de cumprir sua missão. Gosto de encarar este profissional como um facilitador e um articulador, pois consegue se comunicar com diferentes profissionais na organização entendendo suas necessidades.

Não posso deixar de mencionar que o elemento mais importante no trabalho de análise de negócios é o ser humano, algumas vezes chamado de recurso (arghn!) e outras vezes de parte interessada (não sei qual é o pior!). Apesar de se falar muito em requisitos, soluções e elicitação, o que realmente importa é entender as necessidades do negócio – ou as necessidades das pessoas na organização. Para que pessoas possam trabalhar melhor.

E, no fim das contas, pessoas possam consumir produtos e serviços da organização. Portanto, quando falamos de análise de negócios estamos falando de pessoas.

O que faz o profissional de análise de negócios?

Imagine a seguinte situação: você é um profissional de análise de negócios e a empresa na qual você trabalha passa por sérios problemas no setor atendimento ao cliente. A coisa está ficando realmente séria! Você vai até o call-center e descobre uma verdadeira balbúrdia. O processo de registro de reclamações é manual. Com isso os clientes se queixam para os atendentes que registrar uma reclamação ou uma sugestão é lento e tedioso. Os atendentes do call-center por sua vez reclamam que consultar o histórico de atendimentos em uma imensa pilha de papel é um suplício. E tudo isso você conseguiu perceber em apenas quinze minutos de observação. O que fazer?

Lembre-se: você foi chamado para resolver o problema. Você é o profissional de análise de negócios. A empresa conta com você para resolver a situação (problema!).

Primeiramente, não é em alguns minutos que você vai conseguir entender a fundo a real causa ou causas do problema. Isso toma tempo. Você precisa entender o porquê da situação. De que forma essa situação afeta o negócio da organização? O que pode ser melhorado? Que pessoas estão envolvidas nesta situação? Que departamentos são afetados? Quem são os usuários? Tudo isso precisa sem bem entendido. Na análise de negócios nós chamamos essa atividade, ou grupo de atividades, de Análise Organizacional ou Análise Corporativa.

Depois de compreender o problema ou a oportunidade, você começa a pensar em algumas alternativas para solucionar os problemas encontrados. Por exemplo, você pode sugerir a compra de um sistema para registrar os atendimentos. Pode também recomendar a contratação de uma consultoria de atendimento ao cliente para treinar os atendentes. Ou então sugerir melhorias ou a reformulação do processo de atendimento ao cliente. Enfim, existem inúmeras melhorias que você pode apontar para resolver o problema. O inteiro conjunto de medidas que visam sanar o problema nós chamados de solução.

 

O Business Case

Mas, não basta identificar a solução e começar a trabalhar. Colocar em prática tudo aquilo que você acha que vai resolver o problema vai custar dinheiro. Alguém vai ter que pagar a conta. E, para esse alguém pagar a conta, você precisará explicar tim-tim por tim-tim. É aí que entra em cena o que chamamos de Business Case.

É no business case que você justificará tudo aquilo (Sistema, treinamento, consultoria e etc.) que você acredita que resolverá o problema. Você precisa convencer que a solução que você encontrou vai por um ponto final no problema!

Depois da aprovação o trabalho continua. Pode ser que você tenha optado por comprar um sistema. Ou talvez você tenha decidido desenvolver a solução na própria empresa. O mais importante é que você agora trabalha em parceira com as várias equipes que fornecerão a solução. A equipe que desenvolverá o sistema. A equipe que fornecerá o treinamento. A equipe que reformulará processo de atendimento ao cliente. Nesse momento boa parte do seu trabalho será garantir que os projetos entreguem a solução que melhor atenda as necessidades do negócio.

A solução em análise de negócios

A Solução

Solução pronta e entregue. Será que seu trabalho como profissional de análise de negócios acabou? Não. Seu trabalho continua. É sua responsabilidade avaliar se a solução entregue continua a atender o cliente, ou seja, se a mesma continua a entregar valor. E, agora? Percebeu alguma coisa que precisa ser melhorada? Ou então algo que possa ser consertado? Parabéns! Primeiramente, você precisa entender o problema…

Ufa! Quanto trabalho! Reparou na rotina de trabalho do profissional de análise de negócios? Ajudar a organização a ser mais eficiente e eficaz dá trabalho. Mas, talvez você diga: Marcelo, do jeito que você descreve o profissional de análise de negócios, tudo me leva a crer que este profissional é um super-homem. Procede? Não, claro que não.

 

O Profissional

Mas não é difícil encontrar empresas que pensam assim. Basta ver os anúncios de emprego solicitando profissionais de análise de negócios com conhecimento de ERP, desenvolvimento de sistemas, Photoshop (sério eu já vi isso!) e etc. Esse talvez seja um costume tupiniquim – o de achar que profissional de análise de negócios é analista-programador-gerente-de-negócios-sistemas-processos-ou-tudo-em-um!

No dia-a-dia o profissional de análise de negócios captura requisitos, ou, como alguns gostam de chamar, elicita. Digo isso porque img5 (1)capturar requisitos não é apenas coletar. Coletar pressupõe que os requisitos já estão prontos. Pior que isso, coletar dá a falsa ideia que o profissional é simplesmente um tirador de pedidos. Alguém que pega os requisitos, documenta e entrega para o time que irá desenvolver a solução.

Longe disso! Capturar requisitos exige que o profissional descubra aquilo que não está tão evidente assim. Necessidades que talvez o cliente não manifeste, mas que é fundamental para o negócio.

O que achou do trabalho do profissional de análise de negócios? Achou muito? Então se prepara. Veja abaixo outras atividades que podem ser executadas pelo analista de negócios:

  • Identificar alternativas de solução
  • Criar um business case
  • Criar um plano de ação
  • Modelar
  • Prototipar
  • Desenhar casos de uso
  • Validar solução
  • Rastrear problemas
  • Documentar requisitos

E muito mais!

Analista de Negócios versus Analista de Sistemas

Muita gente ainda confunde o trabalho do profissional de análise de negócios, talvez achando que esse faz a mesma coisa que o analista de sistemas. Qual então é a diferença entre o profissional de análise de negócios e o analista de sistemas? O profissional de análise de negócios trabalha no contexto do negócio. Esse profissional tem visão sistêmica, sabe identificar o que gera valor, sabe como as diferentes unidades organizacionais interagem e o que precisa ser feito. Precisa conhecer a estrutura, a missão e a visão da organização. Precisa entender porque a organização existe e quais são suas metas e objetivos.

Analista de Negócios? Profissional de Análise de Negócios.

Repare que aqui livro não utilizo o termo analista de negócios. Por quê? Por que é muito comum encontrar profissionais que fazem análise de negócios, mas que não tem o cargo de analista de negócios. Alguns são gerentes de produto, product owners, analistas, gerentes…

Bem, seja qual for o caso, utilizo aqui profissional de análise de negócios. Isso nos permite incluir toda uma gama de profissionais que fazem análise de negócios, mas que não tem o cargo de analista de negócios.

Já vi alguns profissionais defenderem que existem dois tipos de profissionais de análise de negócios: o profissional de análise de negócios de TI e aquele que trabalha no contexto do negócio. Até bem pouco tempo eu também pensava assim.

Para falar a verdade não faço mais esta distinção. Pois o profissional de análise de negócios atua no contexto do negócio. Se ele lida apenas com a TI, isso é outro assunto!

O profissional pode lidar com a TI, a Contabilidade, o Marketing, o Jurídico, não importa. Não é isto que vai definir sua identidade.

Além disso, gosto de afirmar que profissional de análise de negócios é o que a empresa precisa que ele seja. Estranho? Nem tanto. O profissional de análise de negócios desempenha sua função conforme a necessidade da organização. Se você não faz análise corporativa, tudo bem. Se você nunca criou um business case também está OK. Em cada organização o profissional de análise de negócios executa suas atividades de acordo com as necessidades da mesma.

Não estou querendo dizer que o profissional de análise de negócios é um “faz-tudo” ou que qualquer um pode fazer análise de negócios. Esse tipo de profissional tem uma missão bem definida e atividades que suportam essa missão. É realmente necessário ter um profissional que tenha esse foco. Isso é realmente importante! Porém, se você não realiza uma ou outra atividade não significa que você não faz análise de negócios.

Ponte?

O Profissional de análise de negócios faz a ponte entre a organização e a TI? Não gosto de ver por esse lado.

Sabe por quê? O processo de desenvolvimento de sistemas de TI já é tão custoso e, muitas vezes, tão complicado, que adicionar mais um profissional nesse processo pode não ser uma boa. O problema de se encarar o profissional de análise de negócios como “ponte”, é que ele acaba virando a “catraca” da TI, ou seja, tudo tem que passar por ele. Sendo assim, não preciso nem dizer o que acontece. Não que o analista de negócios não possa atuar nas demandas da TI. Pode, mas não deve ser visto como o funil ou o controlador das demandas.

O que é o IIBA?

Instituto Internacional de Análise de NegóciosIIBA – International Institute of Business Analysis, ou Instituto Internacional de Análise de Negócios, é uma associação sem fins-lucrativos criada no Canadá em 2003 por um grupo de profissionais de análise de negócios com o objetivo de promover a profissão de análise de negócios. A missão do IIBA é difundir práticas de análise de negócios e promover a troca de experiência entre seus membros. São mais de 10.000 membros em todo o mundo participando de fóruns, webinars, palestras, congressos e muito mais.

Mas, como é que você pode aproveitar todos esses benefícios se não mora no Canadá? Bem, você já deve ter escutado falar na palavrinha capítulo. Capítulo nada mais é que um nome diferente para filial.

O IIBA tem capítulos, ou filiais, espalhados em várias partes do mundo. Aqui no Brasil temos alguns capítulos em funcionamento. A maioria deles possui encontros gratuitos mensais.

Veja abaixo a lista dos capítulos brasileiros do IIBA:

  • Brasília
    http://brasilia.iiba.org/
  • Curitiba
    http://curitiba.iiba.org/
  • Minas Gerais
    http://minasgerais.iiba.org/
  • Pernambuco
    http://pernambuco.iiba.org/
  • Porto Alegre
    http://portoalegre.iiba.org/
  • Rio de Janeiro
    http://riodejaneiro.iiba.org/
  • São Paulo
    http://saopaulo.iiba.org/

Para descobrir a programação de cada capítulo acesse o respectivo endereço eletrônico. Cada capítulo possui seu processo de associação, permitindo assim que você participe das atividades. Talvez você esteja se perguntando: mas Marcelo, o que eu ganho ao me associar a um Capítulo do IIBA? Custa caro essa associação? Bem, em primeiro lugar muitos capítulos ainda não cobram a taxa anual de associação, o único pré-requisito é que você seja membro do IIBA. E, quanto às vantagens? Veja algumas delas abaixo:

  • Aumentar o networking
  • Ganhar visibilidade no mercado
  • Aprender novas técnicas e ferramentas
  • Receber insights
  • Escutar especialistas da área
  • Participar de um grupo de estudos do BABoK
  • Influenciar pessoas com suas ideias

E muito mais!

Ficou interessado? Entre em contato com o capítulo mais próximo e solicite informações sobre a associação. Mas lembre-se: antes img9 (1)de se associar a um capítulo você precisa se associar ao IIBA. Para fazer isso acesse o link http://www.iiba.org. O custo para se associar ao IIBA é de US$ 85.

Apenas para você ter uma ideia, no Capítulo Rio de Janeiro do IIBA já foram realizados dois grupos de estudos do BABoK. Foram oportunidades únicas de aprendizagem de análise de negócios e troca de experiência com profissionais de vários segmentos.

BABOK? O que é isso?

Corpo de Conhecimento de Análise de Negócios

BABOK é o Guia para o Corpo de Conhecimento de Análise de Negócios. Quer dizer então que o BABOK fala tudo sobre análise de negócios? Claro que não! Nem poderia. Este é um conceito errado que alguns têm. O BABOK nada mais é que um apanhado de práticas comuns utilizadas por profissionais de análise de negócios ao redor do mundo. Nada mais. O BABOK não é a Bíblia e muito menos uma metodologia de análise de negócios. É simplesmente um pontapé inicial no assunto análise de negócios.

E o que dizer das melhores práticas? Posso dizer que o BABOK é um guia para as melhores práticas de análise de negócios? Também não. Diga-me o seguinte: qual é a melhor técnica ou ferramenta para capturar requisitos? Talvez você diga: workshop de requisitos, ou então entrevistas. Seja qual for a técnica, você concordará que não se consegue aplicar uma mesma técnica ou ferramenta em todos os casos. Em cada situação você precisa avaliar qual é a melhor coisa a ser feita. Em cada organização você precisa avaliar o que melhor se aplica. Portanto, não existe essa coisa de melhores práticas. O que funciona para você pode não funcionar para mim ou para minha empresa.

Como então o BABOK pode me ajudar no dia a dia? O BABOK pode lhe ajudar ao mostrar que atividades você pode utilizar no seu trabalho de análise de negócios.

Também pode lhe dar sugestões de ferramentas que podem ser utilizadas na captura de requisitos. E, muito mais.

O BABOK é composto de seis áreas de conhecimento. São elas:

  • Análise da Estratégia, que fala sobre como entender o problema, a oportunidade e o escopo da solução. Já reparou quão custoso pode ser desenvolver uma solução sem entender o que realmente precisa ser feito?
  • Elicitação & Colaboração, que fala sobre como identificar as reais necessidades das pessoas. Outra tarefa difícil. Entender pessoas nem sempre é fácil. Eis um dos grandes desafios do profissional de análise de negócios.
  • Avaliação da Solução, que fala sobre como se certificar se uma determinada solução é adequada ao negócio. Mais uma vez, é responsabilidade do profissional de análise de negócios entregar o que realmente é valor para a organização e para as pessoas que nela trabalham.
  • Planejamento e Monitoramento da Análise de Negócios, que fala sobre como planejar o que precisa ser feito. Pense: como será seu trabalho com a equipe de desenvolvimento? E com o gerente de projetos? Tudo isso precisa ser pensado e planejado.
  • Gerenciamento do Ciclo de Vida dos Requisitos, que fala sobre como garantir que as pessoas fiquem a par e concordem com o que será entregue. Adianta entregar algo que as pessoas não querem ou que não vão utilizar?

Então, comunicar é muito mais que simplesmente dizer o que vai ser feito.

  • Análise de Requisitos & Definição do Desenho, que fala sobre como descrever as características e qualidades da solução que as pessoas precisam. É justamente aqui que o profissional de análise de negócios trabalha as necessidades das pessoas e identifica possíveis soluções.

Além das seis áreas de conhecimento, o BABOK possui um capítulo de Competências Fundamentais e uma lista bem expressiva de técnicas. Competências fundamentais é o que realmente separa o joio do trigo. É o que faz do profissional de análise de negócios “o cara”. Veja no próximo capítulo deste livro um pouco mais sobre competências e habilidades.

Para baixar ou imprimir o BABOK você precisa se associar ao IIBA.

Requisitos

De acordo com o BABOK v3 requisito é uma representação útil de uma necessidade. Requisitos podem ser representados através de um documento ou qualquer outra forma que expresse a necessidade do negócio ou das partes interessadas. Os requisitos são classificados em requisitos de negócios, requisitos das partes interessadas, requisitos da solução, que se desmembram em requisitos funcionais e não-funcionais, e requisitos de transição. Veja abaixo cada um dos tipos de requisitos.

Requisitos de negócio – São declarações de metas, objetivos e resultados que descrevem o porquê uma mudança é necessário e o porquê ela foi iniciada. Os requisitos de negócio se aplicam ao negócio, uma unidade específica do negócio ou a uma iniciativa. Exemplo: o negócio deseja aumentar o faturamento em 3% no ano de 2017.

Requisitos das partes interessadas – São as necessidades das diferentes partes interessadas para que estas atendam os requisitos de negócios. Exemplo: O departamento de marketing precisa criar novas ações de marketing para os novos produtos.

Requisitos da solução – São as capacidades e qualidades da solução que vai atender as necessidades das partes interessadas. Requisitos da solução se desmembram em requisitos funcionais e requisitos não-funcionais.

Requisitos Funcionais – Descrevem as capacidades que a solução deve possuir em matéria de comportamento e informação que a solução vai gerenciar. Exemplo: A solução deve permitir que o vendedor inclua pedidos de venda.

Requisitos Não-funcionais – Descrevem as condições nas quais a solução se mantém efetiva e qualidades que a solução deve possuir. Exemplo: A solução de automação de força de vendas deve funcionar 24 horas por dia.

Requisitos de Transição – Descrevem as capacidades que a solução deve possuir para facilitar a transição do estado corrente para o estado futuro e desejado. Exemplo: É necessário realizar o treinamento do time de atendentes para a utilização do novo ERP.

 

Competências e Habilidades

Eis um dos assuntos que mais gosto de falar – competências e habilidades. Digo isso porque nada substitui bom senso, Competências e habilidades do analista de negócioshonestidade, capacidade de se comunicar, organização e tantas características que fazem a real diferença no dia a dia do profissional. Chego a dizer que para tais não existe certificação que baste. É na prática mesmo que você sabe se o profissional serve ou não para fazer análise de negócios.

Vamos ver algumas dessas competências e habilidades?

Gostar de Resolver Problemas – Profissional de Análise de Negócios tem que ser metido a Sherlock Homes. Tem que gostar do desconhecido, tem que gostar de resolver quebra-cabeças, tem que gostar de resolver problemas. Veja bem, eu disse gostar de resolver problemas. É diferente de simplesmente resolver problemas. Quem no mundo em sã consciência sente prazer em resolver problemas? Parece algo meio masoquista, não é mesmo? Todavia, o profissional de análise de negócios precisa gostar e sentir prazer neste tipo de trabalho.

Gostar de Trabalhar com Pessoas – Pode parecer estranho, mas tem muito profissional que não tem a menor habilidade para lidar com pessoas. Não que isso seja de todo ruim, mas é parte fundamental do trabalho de análise de negócios. Gostar de trabalhar com pessoas significa ter paciência e saber compreender as pessoas de forma geral e sem restrições.

É preciso saber ouvir. Você sabe ouvir? Ouvir é assimilar as palavras ditas. Requisito é requisito. Plano é plano. Problema é problema. Escutar é bem diferente e requer treino. É isso mesmo! Requer treino. Escutar envolve ouvir e compreender o que está sendo dito. Escutar envolve prestar atenção. Quem escuta, ouve; mas quem ouve não necessariamente escuta.

Conhecimento da Organização – Conhecer a organização envolve entender como ela funciona, como faz para gerar lucro e como ela atinge suas metas. Para tal, o profissional de análise de negócios precisa facilmente identificar especialistas dentro da organização e manter estreita relação com os mesmos. São esses especialistas que constantemente serão consultados e fornecerão informações estratégicas para o trabalho da análise de negócios.

Sites, relatórios e toda aquela papelada que a gente acha que não serve para nada também ajudam o profissional de análise de negócios a entender como funciona a organização.

Comunicação – Tanto se fala em comunicação e pouco realmente se faz a respeito. Para poder se comunicar bem é preciso entender como as pessoas aprendem e como elas reagem às mudanças. Quer uma dica? Tire um tempinho para estudar os níveis neurológicos de Gegory Bateson e as oito etapas do processo de mudança de John P. Kotter. Comunicação eficaz é aquela em que todos os envolvidos conseguem se comunicar e entender um ao outro.

Facilitação e Negociação

Lembra que falamos no início deste livro o quão importante são as pessoas no trabalho da análise de negócios? Então pare para pensar alguns minutos na importância das habilidades de facilitação e negociação. Lidar com conflitos, identificar necessidades e interesses de cada pessoa na organização, compreender o impacto de suas decisões, tudo isso faz parte do dia a dia da análise de negócios. O Profissional de análise de negócios tem que desenvolver liderança para poder liderar as mudanças. Toda empresa está constantemente passando por mudanças. Arrisco a dizer que o profissional de análise de negócios é um dos agentes de mudanças mais importante na organização.

VFalar em públicoisão Apurada – Chamo de visão apurada a compreensão de três vertentes da organização: negócio, operações e tecnologia. É mais do que conhecer a organização. Significa compreender, assimilar e sintetizar comportamentos, valores e estratégias. Ao trabalhar em um projeto, você consegue identificar os benefícios, quais metas e objetivos são atingidos com a conclusão do projeto? Essa visão apurada dá ao profissional essa compreensão. É compreender o todo e cada parte do mesmo.

 

Existem diversas outras habilidades e capacidades desejáveis aos profissionais de análise de negócios. Veja abaixo algumas outras:

·      Criatividade

·      Pensamento Sistêmico

·      Bom senso

·      Ética

·      Flexibilidade

·      Pensamento Crítico

·      Cooperação

·      Organização Pessoal

·      Responsabilidade

·      Liderança

·      Gestão do Tempo

·      Aprendizagem

·      Trabalho em Equipe

·      Marketing Pessoal

·      Persuasão

·      Comunicação

·      Saber Escrever

·      Gestão de Conflitos

·      Proatividade

·      Empatia

·      Saber Ensinar

·      Senso de humor

·      Dedicação

·      Pensamento Analítico

·      Suportar Pressão

·      Otimismo

·      Motivação

·      Autoconfiança

·      Aceitar Críticas

·      Influência

 

Gerenciamento de Projetos

A análise de negócios é um baita diferencial para o gerenciamento de projeto. Na análise de negócios trabalhamos a identificação das reais necessidades das partes interessadas desde o início do projeto.

Durante o projeto o gerente de projetos fica bem atarefado e quase não tem tempo para lidar com as mudanças no escopo da solução. O que fazer? Neste caso, uma parceria entre o gerente de projetos e o analista de negócios é fundamental. O analista de negócios facilitará os conflitos em requisitos entre as diferentes partes interessadas.

O que tenho de fazer para ser um profissional de análise de negócios?

Uma das perguntas que geralmente me fazem nas palestras e cursos que ministro é: como faço para ser um profissional de análise de negócios? Confesso que responder a esta pergunta não é fácil. Primeiro, porque o mercado prega que a formação em TI é a mais indicada. Porém, não ter formação em TI é melhor. Por quê? Por causa do “TICentrismo”. TI acha que consegue resolver todo tipo de problema, além de ter uma visão míope da organização. Ei, não fique chateado se você tem formação em TI. Eu também tenho!

Como ser um analista de negócios

Mas, pare pra pensar em quantas vezes o pessoal de TI é visto tentando desenvolver um “sisteminha” para resolver esse ou aquele problema? Quando na verdade um treinamento ou reformular o processo é a solução. Repare em quantas empresas compram sistemas de tele atendimento com promessas miraculosas de melhorar o atendimento, enquanto que atendentes desrespeitam o cliente, fazendo-o esperar por longos e tortuosos minutos. E a desculpa invariavelmente é: “Desculpe-me senhor, mas estamos tendo problemas de lentidão em nosso sistema.”.

Mas, Marcelo qual é a graduação mais indicada? Não tem. Pode ser qualquer uma. Já vi profissional de análise de negócios formado em Ciência da Computação, Administração, Engenharia, Educação e até Direito. É isso mesmo! Mais importante que a graduação é ver se o profissional leva jeito ou não para análise de negócios.

Mas, é claro, como o mercado ainda tem um conceito errado sobre análise de negócios, muitos ainda dirão que formação em computação é o mais recomendado. Isso é um erro. Portanto, qualquer formação de uma maneira ou de outra agrega valor ao profissional no trabalho de análise de negócios.

Mas, por onde começar? Que cursos preciso fazer então? Bem, você pode começar por fazer cursos sobre elicitação de requisitos. Cursos de engenharia de requisitos e modelagem. Cursos que ajudem a melhorar a sua comunicação. Cursos de Programação Neurolinguística que permitem você entender melhor o comportamento humano e consequentemente melhoram a comunicação. Existem cursos no mercado de formação de análise de negócios que podem dar um pontapé na sua carreira de profissional de análise de negócios. Ler o BABOK e tirar uma certificação CCBA ou CBAP pode impulsionar sua carreira.
Hoje o mercado, por não saber ao certo o que é análise de negócios, contrata este profissional com as mesmas características de um analista de sistemas ou algo parecido. Mas, com o tempo e o aumento de maturidade espera-se que as organizações aprendam a encarar e a contratar estes profissionais de forma mais eficiente.

Alguns profissionais optam por iniciar sua carreira ao trabalhar como analistas de requisitos. É um bom começo. Apesar de muitos profissionais de análise de negócios terem migrado da TI isso não significa que você precisa fazer o mesmo caminho.

Existem vários cursos no mercado que vão te ajudar a dar um start na carreira de análise de negócios. Eles não só vão fornecer conteúdo, mas vão te colocar em contato com profissionais que fazem análise de negócios. Networking é tudo nos dias atuais!

Certificação

O IIBA oferece atualmente duas certificações para analistas de negócios: CCBA e CBAP. São certificações que exigem muito mais do que a realização de uma simples prova. Exigem a comprovação de experiência, treinamento e referências profissionais.

Veja a seguir um breve resumo dos requisitos necessários para cada uma das certificações.

A certificação CCBA é para aqueles que fazem análise de negócios há mais ou menos 3 anos e desejam ser reconhecidos formalmente por seu conhecimento e habilidades. Os requisitos para a certificação CCBA são:

  • Mínimo de 3.750 horas de trabalho de análise de negócios alinhado com o Guia BABOK nos últimos 7 anos
  • Mínimo de 900 horas de experiência em 2 áreas de conhecimento do BABOK ou 500 horas em 4 áreas de conhecimento
  • Mínimo de 21 horas de treinamento que confira 21 PDUs nos últimos 4 anos
  • Ensino médio ou equivalente
  • 2 referências profissionais de gerentes, clientes ou certificados CBAP
  • Assinar o Código de Conduta

A certificação CBAP é para aqueles que fazem análise de negócios há pelo menos 5 anos, tem expressiva experiência na área e desejam ser reconhecidos formalmente por seu conhecimento e habilidades. Os requisitos para a certificação CBAP são:

  • Mínimo de 7.500 horas de trabalho de análise de negócios alinhado com o Guia BABOK nos últimos 7 anos
  • Mínimo de 900 horas de experiência em 4 áreas de conhecimento do BABOK
  • Mínimo de 21 horas de treinamento que confira 21 PDUs nos últimos 4 anos
  • Ensino médio ou equivalente
  • 2 referências profissionais de gerentes, clientes ou certificados CBAP
  • Assinar o Código de Conduta

Qual a diferença entre as certificações CCBA e CBAP? Teoricamente existem poucas diferenças. A primeira delas é a quantidade de horas de experiência. CCBA exige 3.750 horas e a CBAP exige o dobro de experiência.

Quanto custa tirar a certificação CCBA ou CBAP? Você precisará desembolsar US$ 125 para submeter a aplicação e, se aprovada, você deverá pagar US$ 325 se for membro do IIBA ou US$ 450 caso você não seja membro do IIBA.

Tanto o exame CBAP quanto o CCBA devem ser feitos em no máximo três horas e meia e possuem cada 150 questões.

Veja no ebook Certificação CCBA e CBAP Para Curiosos, todos os detalhes de como funcionam as certificações e como conquistá-las.

Curso de Analista de Negócios

Tá pensando em ser “O” analista de negócios?

Então VOCÊ precisa conferir AGORA MESMO o curso O ANALISTA DE NEGÓCIOS. Confere aqui todos os detalhes.

Leitura recomendada

Listo abaixo uma coleção de livros que recomendo que você dê uma olhada. Tem livro sobre fundamentos de análise de negócios, certificação e muito mais.

BABOK

www.babokonline.org

CBAP Master

Certificação CCBA e CBAP

www.cbapmaster.com

The Business Analyst’s Handbook

Howard Podeswa

Gamestorming: A Playbook for Innovators, Rulebreakers, and Changemakers

Dave Gray, Sunni Brown, James Macanufo

Software Requirements 2

Karl Wiegers

Marcelo Neves é coautor do BABOK 3
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